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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

EMPRESAS DEVEM ATUAR NA ATENÇÃO E PREVENÇÃO AO CONSUMO DE ÁLCOOL E DROGAS

Sinais da dependência química demoram a aparecer no trabalho, mas empresas que atuam diretamente no problema obtêm excelentes resultados, diz especialista

Alterações no comportamento profissional estão entre os últimos sinais de problemas quando um indivíduo está desenvolvendo dependência de drogas ou de bebidas alcoólicas. Mas, segundo o psicólogo Dionísio Banazsewski, que trabalha há mais de 20 anos no combate à dependência química, quando os sintomas começam a chegar ao trabalho, é porque, quase sempre, o problema já está instalado.

É por isso que os líderes das organizações devem estar atentos aos primeiros sinais de problemas com os colaboradores. O sintoma mais evidente de que a dependência de álcool e outras drogas está se instalando é o absenteísmo – o funcionário começa a faltar ao trabalho. “Num primeiro momento, as faltas são nas sextas-feiras, segundas-feiras, vésperas ou logo após um feriado, e também logo depois de receber os salários. Mas quando o problema se agrava, a pessoa começa a faltar até mesmo no meio da semana, por causa da dependência”, explica Dionísio.

Outro sintoma importante é a distração, que só é percebida quando chega a causar acidentes de trabalho ou queda na produção e na qualidade do serviço. “A perda de atenção é como um ‘devaneio’, que faz com que a pessoa se desligue do que está fazendo. A intoxicação, mesmo depois de passado algum tempo da ingestão de álcool ou outras drogas, provoca perturbação das reações e comportamentos”, diz o psicólogo.

Por outro lado, quando as organizações estão atentas e desenvolvem ações de atenção e prevenção, os índices de sucesso costumam ser altos. “Reconhecer o problema é a melhor forma de tratá-lo e, nas empresas, os resultados são surpreendentes, porque normalmente conseguem maior comprometimento dos envolvidos, que não querem perder seus empregos, porque isso representa sua dignidade”, analisa o especialista. De acordo com Dionísio Banazsewski, os índices de recuperação de um dependente, quando as ações se dão no emprego, chegam a 2/3. “Nos casos tradicionais, a Organização Mundial da Saúde trabalha com índices de recuperação de cerca de apenas 1/3. Portanto, é possível conseguir mais do que o dobro de sucesso quando há o envolvimento da empresa”, afirma.

Para as empresas, reconhecer os problemas das pessoas com álcool e drogas, para poder ajudá-las no tratamento, não é apenas um ato de solidariedade com os funcionários, mas sim uma ação em benefício dela própria. “As empresas perdem com absenteísmo, perdem mais ainda com acidentes de trabalho e, quando chegam a perder as pessoas, precisam investir ainda mais esforços e recursos na contratação e formação de novos talentos”, conclui o psicólogo.





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terça-feira, 11 de maio de 2010

Drogas: Preocupação real ou promessa de campanha?



Achei muito interessante a propaganda da pré-candidata à Presidência da República mostrando-se solidária aos usuários de crack. É, também, interessante questioná-la sobre a razão pela qual durante os seus anos de Ministra nunca ter movido nada que pudesse contribuir na ajuda e no tratamento e reinserção social destes seres humanos adoecidos pela suas dependências químicas através do uso de crack. Questioná-la sobre qual o orçamento da união para prevenção ao uso de drogas? Qual a efetividade das atuais políticas públicas uma vez que problema é crescente; ou o tema se tornou interessante por ser véspera de eleições? Questioná-la, também, se entre suas propostas e promessas de campanha existe um programa eficaz para combater o tráfico e, mais importante de tudo, ajudar os dependentes químicos? Ou se ela pretende somente passar a mão em suas cabeças, colocando uma venda para o problema sem apresentar soluções concretas.

Em 2004 participei do Fórum Nacional de Políticas sobre Drogas em Brasília/DF. Na abertura do evento me chamou a atenção a mesa de autoridades: esta era composta pelo Presidente da República e sua esposa, o Vice-Presidente, os Ministros da Saúde, Justiça, Forças Armadas e o Secretário Nacional Antidrogas. Dentre todos os presentes, somente o Ministro das Forças Armadas, o General Jorge Felix,  fez um breve pronunciamento burocrático como Presidente do Conselho Nacional Antidrogas. As demais autoridades presentes entraram MUDAS e SAIRAM CALADAS.

É dessa forma que têm sido tratadas as políticas públicas sobre o tema nesse país. Descaso, omissão, falta de comprometimento são apenas alguns dos fatores que movem os nossos governantes quando o assunto é a dependência química. É comum vermos a cada dia a midia nos abastecendo de informações do sofrimento social das pessoas e das familias; o crescente risco à segurança, o crescimento da delinquência e da morte prematura de jovens vitimas desta peste e, principalmente, da omissão dos responsáveis por ações efetivas a curto e médio prazo.

E aí neste momento aparece essa senhora posando de HEROÍNA, é mesmo comovente!!!

Como escrevi na postagem anterior a droga se instalou na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes pedindo socorro. E precisa tudo isso? E as cracolândias das principais cidades ja não são suficientes?  Elas aparecem na midia há mais de 20 anos, e até agora não houve nenhum governante que tivesse resolvido o problema. Sabem muito bem falar do assunto, prometer mudanças, mas depois de eleitos demonstram que o descaso é o mesmo e tudo continua igual.

Tá na hora de mudar, Brasil.

E vamos ao debate!

Abraços,

Psicólogo Dionísio


Ainda sobre o assunto podemos ler na coluna de Augusto Nunes o que segue:

“Em entrevista à emissora de rádio JM, de Uberaba (MG), Dilma Rousseff discutiu as políticas públicas para enfrentar o consumo de uma das drogas que mais atingem os jovens”.


A Pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, consultora da ONU para a política de combate a drogas ilícitas, deu sua receita revolucionária contra o crack, disponível em seu próprio site.

Dilma: “A nossa proposta ela conjuga, eu vou te falá as diretrizes dela. Eu sintetizaria procê em autoridade, carinho e apoio, né? É, é, autoridade, carinho e apoio”

Aos jovens já viciados, ela propõe a política mais ousada de seu programa antidrogas:

Dilma: “Esse ocê tem de impedi que ele entre e ao mesmo tempo aquele que entrou tem de puxá”.

Segue o comentário do autor sobre o episódio: o Impedir que o já viciado entre no vício me parece um pouco contraproducente. Mas a dúvida maior é esta: puxá o quê? Fumo, cadeia? Desconfio que Dilma também não seja craque nesse assunto. E esteja confundindo política de droga com droga de política.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

As drogas e o indivíduo

As drogas existem e acompanham a humanidade desde os primórdios e na mesma proporção desafiam a ciência e os profissionais de saúde quanto ao seu uso, abuso e dependência química. 

Em um mundo competitivo e compulsivo, a humanidade vive e convive nesta sintonia com suas dificuldades e ansiedades favorecendo o surgimento de um vazio existêncial. A própria desagregação do indivíduo, do seu grupo familiar e social torna-o presa fácil para o uso de drogas sejam lícitas ou ilícitas.

Também somos vítimas de um enorme apelo social para o consumo, principalmente na adolescência, o que torna quase que obrigatório o uso de alguma substância psicoativa para integrar-se aos grupos. A mídia contribui, de certa forma, quando apela para comerciais de televisão onde o indivíduo interessante é o que consome álcool, por exemplo.

Costumo dividir em dois grupos: os que usam e abusam e os que desenvolvem dependência química, carecendo de diagnóstico mais preciso e qualificado, diagnóstico este que necessita de uma melhor orientação do indivíduo e de sua familia por profissionais da área.

Este é um problema que aflige grande parte da população atual e que carece de atenção. Não deve-se em nenhum momento negligenciar o fato de que o dependente químico precisa de um acompanhamento e de orientação para que consiga se recuperar. E a família é essencial nesse momento, pois dará a ele subsídio para continuar lutando.

Como psicoterapeuta já participei de vários eventos debatendo e esclarecendo o assunto tais como Conferências Municipais em Londrina e Foz Do Iguaçu, palestras em escolas, universidades, empresas, igrejas, semanas de saúde, treinamentos de profissionais de saúde, entrevistas em rádios, televisões, jornais e outros.

O blog se propõe a ser uma forma de facilitar a informação, tornando-a o mais adequada possível. Através dele,  a interação é oportuna a todos os interessados pelo tema proposto por meio de postagens e questionamentos. E de forma mais direta pode-se esclarecer dúvidas e informações com o profissional.

Participe, contribua, comente.
Sua participação é fundamental para fazermos deste um canal de informação e prevenção. 


E vamos ao debate!
Abraços
Psicólogo Dionísio Banaszewski

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Papo sobre Drogas com Dionísio Banaszewski

Sejam bem vindos ao blog Papo sobre Drogas com o psicólogo Dionísio Banaszewski.
Este pretende ser um canal de informação e contato sobre o assunto.

Apesar de tantas informações encontradas nos dias de hoje, e talvez em função delas e da facilidade de acesso aos mais diversos meios de comunicação, sentimos que ainda existem muitas dúvidas e falta de esclarecimentos adequados sobre o assunto.

As Drogas e a Dependência são amplamente debatidas e fazem parte do cotidiano das pessoas, mas em função dessa banalização talvez não tenhamos noção do tamanho do problema que elas causam, até que o mesmo aconteça dentro de nossa casa ou no nosso meio de convívio. Só aí conseguimos medir a extensão do estrago que elas podem causar aos indivíduos, tanto física quanto psicologicamente.

Esse é um assunto que aflige muitas famílias nos dias de hoje e sentimos que existe uma certa desinformação sobre o assunto e sobre como lidar de forma adequada com o usuário ou dependente. Pensando em minimizar essa lacuna de forma adequada e objetiva sobre o tema é que decidimos criar esse blog, que servirá como um canal direto com um profissional respeitado na área. Aqui você encontrará, além de informações sobre as mais diversas drogas e o que elas fazem ao nosso organismo, também um leque de outras questões sobre o assunto, tratados de forma direta e sem rodeios através de textos, vídeos, entrevistas, reportagens, entre outros.

A proposta é tratar o tema de forma aberta servindo como um meio de consulta e esclarecimentos de dúvidas sobre as mais diversas situações. A grande maioria da população tem pouco ou nenhum contato com um profissional que trabalhe com o problema diariamente. E o blog pretende aproximar esse profissional com toda a sua bagagem sobre o assunto da grande maioria da população.

Aqui você poderá tirar dúvidas, esclarecer pontos, fazer perguntas, enfim comunicar e se informar sobre o assunto.

Sejam bem vindos ao nosso
Papo sobre Drogas!

E vamos ao debate!
Abraços,
Psicólogo Dionísio Banaszewski