quarta-feira, 14 de setembro de 2011

COMO AS EMPRESAS DEVEM ENFRENTAR O PROBLEMA DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA?

COMO AS EMPRESAS DEVEM ENFRENTAR O PROBLEMA DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA?


Para o enfrentamento, o caminho é a informação. Especialista alerta que os líderes devem encarar com firmeza, compreensão e respeito os casos de dependência



Estimativas em todo o mundo dão conta de que pelo menos 10% das pessoas que estão inseridas no mercado de trabalho enfrentam ou poderão enfrentar problemas com dependência de álcool e outras drogas. No Brasil, os números são ainda mais alarmantes. Apesar de não haver estatísticas oficiais a respeito da questão, estima-se que cerca de 13% dos trabalhadores vivam com o estigma da dependência. Para as empresas, o problema se reflete na queda da produtividade, acidentes de trabalho, rotatividade acentuada e absenteísmo.

De acordo com o psicólogo Dionísio Banaszewski, que trabalha há mais de vinte anos no tratamento de dependentes químicos, pode-se dizer que o problema bate às portas de todas as empresas. “As empresas que não têm diretamente em seus quadros colaboradores dependentes químicos podem ter nos familiares deles. Todos conhecem de perto pessoas que vivem problemas com álcool ou outras drogas”, afirma o psicólogo. E então, como enfrentar esse problema dentro do trabalho?

Segundo o especialista, as empresas devem estar atentas aos sinais emitidos pelos colaboradores, mas sempre com o respaldo de uma visão profissional. “Quando há um profissional destinado a essa função ou uma consultoria especializada, o problema é visto e trabalhado da forma correta”, diz. Ele alerta que ainda há muitos casos de organizações que não atentam para a questão e tentam trabalhar a drogadição de forma apenas entusiástica e heroica. “Palestras ou depoimentos levados em reuniões ou encontros nas empresas são feitos com muito boa vontade, mas é preciso sempre a orientação de um profissional para a abordagem completa da questão”, lembra.

Dionísio argumenta que fazer a correta gestão para a saúde é uma forma de manter a empresa saudável. Muitas vezes é a empresa que deve orientar o colaborador sobre a necessidade de um tratamento. Quando isso ocorre, a organização tem a grande oportunidade de conquistar o real comprometimento do trabalhador. “Quanto mais comprometido com o tratamento, mais envolvido ele também estará com sua atuação profissional”, explica o especialista. “A empresa deve lidar com o problema, mas também com os devidos limites a serem adotados”, destaca Dionísio. “A saúde dá os limites à doença. Somente uma pessoa saudável pode envolver-se adequadamente no trabalho”, conclui.



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EMPRESAS DEVEM ATUAR NA ATENÇÃO E PREVENÇÃO AO CONSUMO DE ÁLCOOL E DROGAS

Sinais da dependência química demoram a aparecer no trabalho, mas empresas que atuam diretamente no problema obtêm excelentes resultados, diz especialista

Alterações no comportamento profissional estão entre os últimos sinais de problemas quando um indivíduo está desenvolvendo dependência de drogas ou de bebidas alcoólicas. Mas, segundo o psicólogo Dionísio Banazsewski, que trabalha há mais de 20 anos no combate à dependência química, quando os sintomas começam a chegar ao trabalho, é porque, quase sempre, o problema já está instalado.

É por isso que os líderes das organizações devem estar atentos aos primeiros sinais de problemas com os colaboradores. O sintoma mais evidente de que a dependência de álcool e outras drogas está se instalando é o absenteísmo – o funcionário começa a faltar ao trabalho. “Num primeiro momento, as faltas são nas sextas-feiras, segundas-feiras, vésperas ou logo após um feriado, e também logo depois de receber os salários. Mas quando o problema se agrava, a pessoa começa a faltar até mesmo no meio da semana, por causa da dependência”, explica Dionísio.

Outro sintoma importante é a distração, que só é percebida quando chega a causar acidentes de trabalho ou queda na produção e na qualidade do serviço. “A perda de atenção é como um ‘devaneio’, que faz com que a pessoa se desligue do que está fazendo. A intoxicação, mesmo depois de passado algum tempo da ingestão de álcool ou outras drogas, provoca perturbação das reações e comportamentos”, diz o psicólogo.

Por outro lado, quando as organizações estão atentas e desenvolvem ações de atenção e prevenção, os índices de sucesso costumam ser altos. “Reconhecer o problema é a melhor forma de tratá-lo e, nas empresas, os resultados são surpreendentes, porque normalmente conseguem maior comprometimento dos envolvidos, que não querem perder seus empregos, porque isso representa sua dignidade”, analisa o especialista. De acordo com Dionísio Banazsewski, os índices de recuperação de um dependente, quando as ações se dão no emprego, chegam a 2/3. “Nos casos tradicionais, a Organização Mundial da Saúde trabalha com índices de recuperação de cerca de apenas 1/3. Portanto, é possível conseguir mais do que o dobro de sucesso quando há o envolvimento da empresa”, afirma.

Para as empresas, reconhecer os problemas das pessoas com álcool e drogas, para poder ajudá-las no tratamento, não é apenas um ato de solidariedade com os funcionários, mas sim uma ação em benefício dela própria. “As empresas perdem com absenteísmo, perdem mais ainda com acidentes de trabalho e, quando chegam a perder as pessoas, precisam investir ainda mais esforços e recursos na contratação e formação de novos talentos”, conclui o psicólogo.





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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Empresas devem atuar na atenção e prevenção ao consumo de álcool e drogas

Sinais da dependência química demoram a aparecer no trabalho, mas empresas que atuam diretamente no problema obtêm excelentes resultados, diz especialista


Alterações no comportamento profissional estão entre os últimos sinais de problemas quando um indivíduo está desenvolvendo dependência de drogas ou de bebidas alcoólicas. Mas, segundo o psicólogo Dionísio Banazsewski, que trabalha há mais de 20 anos no combate à dependência química, quando os sintomas começam a chegar ao trabalho, é porque, quase sempre, o problema já está instalado.

É por isso que os líderes das organizações devem estar atentos aos primeiros sinais de problemas com os colaboradores. O sintoma mais evidente de que a dependência de álcool e outras drogasestá se instalando é o absenteísmo – o funcionário começa a faltar ao trabalho. “Num primeiro momento, as faltas são nas sextas-feiras, segundas-feiras, vésperas ou logo após um feriado, e também logo depois de receber os salários. Mas quando o problema se agrava, a pessoa começa a faltar até mesmo no meio da semana, por causa da dependência”, explica Dionísio.

Outro sintoma importante é a distração, que só é percebida quando chega a causar acidentes de trabalho ou queda na produção e na qualidade do serviço. “A perda de atenção é como um ‘devaneio’, que faz com que a pessoa se desligue do que está fazendo. A intoxicação, mesmo depois de passado algum tempo da ingestão de álcool ou outras drogas, provoca perturbação das reações e comportamentos”, diz o psicólogo.

Por outro lado, quando as organizações estão atentas e desenvolvem ações de atenção e prevenção, os índices de sucesso costumam ser altos. “Reconhecer o problema é a melhor forma de tratá-lo e, nas empresas, os resultados são surpreendentes, porque normalmente conseguem maior comprometimento dos envolvidos, que não querem perder seus empregos, porque isso representa sua dignidade”, analisa o especialista. De acordo com Dionísio Banazsewski, os índices de recuperação de um dependente, quando as ações se dão no emprego, chegam a 2/3. “Nos casos tradicionais, a Organização Mundial da Saúde trabalha com índices de recuperação de cerca de apenas 1/3. Portanto, é possível conseguir mais do que o dobro de sucesso quando há o envolvimento da empresa”, afirma.

Para as empresas, reconhecer os problemas das pessoas com álcool e drogas, para poder ajudá-las no tratamento, não é apenas um ato de solidariedade com os funcionários, mas sim uma ação em benefício dela própria. “As empresas perdem com absenteísmo, perdem mais ainda com acidentes de trabalho e, quando chegam a perder as pessoas, precisam investir ainda mais esforços e recursos na contratação e formação de novos talentos”, conclui o psicólogo.





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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dependente Químico deve ser compreendido, mas não tratado como "coitadinho"

De acordo com especialista, o sucesso do tratamento do dependente químico é proporcional à responsabilização do próprio usuário de drogas.

A auto-piedade, sentimentos de pena e de culpa atrapalham o tratamento de um dependente químico, comprometendo as chances de sucesso nas tentativas de livrá-lo do vício. Segundo o psicólo...go Dionísio Banazsewski, que trabalha a questão há mais de vinte anos, é comum pais e companheiros de dependentes desenvolverem um comportamento nocivo por não fazerem uma “aliança profunda” de comprometimento com o tratamento e acompanhamento do dependente.

Muitas famílias, penalizadas com o dependente, tomam a atitude de interromper o tratamento, acreditando, já nos primeiros sintomas de recuperação, que o usuário está totalmente livre das drogas. “Mas a dependência química é uma doença grave e incurável, porque a recaída é sempre um risco eminente”, alerta o psicólogo.

“Quando uma família tem um dependente químico, precisa entender que ela toda está doente, ela toda precisa de acompanhamento”, afirma o psicólogo. Por isso, muitas vezes é preciso alertar os pais para adotarem uma postura mais firme com os filhos usuários de drogas. Ao natural, a patologia tem como um dos principais sintomas o comportamento manipulador do dependente. “Mas é preciso entender que, enquanto muitos se tornam manipuladores para sustentar o vício (furtando objetos dentro de casa e posando de inocentes para a família, por exemplo), outros muitos têm traços manipuladores no comportamento, não apenas por serem dependentes químicos”, explica o psicólogo. Ou seja, é preciso diferenciar se o dependente tem um distúrbio de personalidade, independente do uso de drogas. Há casos em que a droga vira “desculpa” para o usuário justificar seu comportamento.

O especialista lembra que é importante reconhecer a dependência química como doença, mas a sociedade não pode “jogar tudo numa vala comum” e olhar da mesma forma todos os dependentes e usuários de drogas. “As pessoas não podem simplesmente se penalizar com a situação do usuário ou dependente, mas fazer com que ele também assuma o compromisso e a responsabilidade pela sua cura".

Há muitos casos em que a família, desesperada com a situação do doente, deixa de buscar os recursos mais adequados para o tratamento. “Muitas famílias procuram tratamento em outros países, em clinicas caras em outros estados, mas esquecem que o principal fator de sucesso em um tratamento é desenvolver humildade suficiente para compreender a doença, enfrentando-a. Por isso, muitas vezes oriento até a busca por comunidades terapêuticas ou clínicas locais, que vão fazer com que a pessoa encare a realidade mais de perto”, compara o especialista.



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Quando é preciso internar o paciente - Dependência Química

DEPENDÊNCIA QUÍMICA - quando é preciso internar o paciente


Especialista alerta que a internação é indicada em casos em que o paciente e seu ambiente não dão conta de lidar com a doença.

A dependência química é uma doença bio-psico-socio-espiritual, que afeta não apenas o usuário de drogas e álcool, mas também sua família e as pessoas que convivem com ele. Este pensamento é o ponto de partida para a compreensão do contexto que envolve a dependência, segundo o psicólogo Dionísio Banaszewski, que trata há mais de vinte anos da questão. Entendendo isso, é possível perceber que, nos casos de intoxicações mais agudas e crônicas, em que o paciente não tem condições de decidir por conta própria e precisa de proteção, a internação é a forma de se garantir esse cuidado.

Para se entender os casos flagrantes de quando o paciente precisa desses cuidados, o psicólogo resgata exemplos que toda a sociedade tem acompanhado. “Veja o caso do jogador Casagrande, que foi internado ‘à força’ pela família e ficou sem contato com os familiares por sete meses, em tratamento. Hoje ele assume publicamente a doença e tem o apoio dos amigos e familiares. A abstinência é uma luta diária para o comentarista esportivo”, conta o especialista. Em contraste, ele lembra a história da cantora Amy Winehouse: “O pai da cantora relata que, quando ela estava internada, ele ficou penalizado, acreditou nas promessas de que ela largaria o álcool e as drogas e não percebeu que tratava-se de manipulação,um sintoma comum na doença dos usuários de drogas”. O resultado de ambos também é de conhecimento público: o jogador permanece na luta, mas a cantora recaiu e não sobreviveu.

De acordo com o psicólogo, o primeiro passo é um bom diagnóstico psicológico, com conhecimento e profundidade, acompanhado de um diagnóstico biológico, para saber até que ponto a doença já atingiu o indivíduo. “Na maioria dos casos, quando surgem os problemas orgânicos e se instala a dependência física, a situação já está caminhando do moderado para o grave”, ressalta.

O psicólogo comenta que a dependência química é um desafio constante para os profissionais das mais diversas áreas que tratam a questão, desde os médicos, psicólogos e outros terapeutas e tratadores. Portanto, há que se ter muita paciência e humildade para poder ajudar na recuperação dos pacientes. “Há muitos profissionais da área que se vestem de arrogância e acham que curam sozinhos seus pacientes. Mas se não houver uma parceria muito solidária entre a família, o paciente e os terapeutas, não haverá sucesso”, conclui o especialista.


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Violência e álcool estão intimamente ligados

VIOLÊNCIA E ÁLCOOL ESTÃO INTIMAMENTE LIGADOS, ALERTA ESPECIALISTA


Psicólogo afirma que é importante separar a violência cotidiana da delinquência, mas ambas crescem com o uso das drogas e bebidas alcoólicas

O crescimento dos índices de violência doméstica, assaltos, sequestros e outros casos típicos de centros urbanos, que cada vez mais invadem cidades de todos os portes, chama a atenção não só de a...utoridades da segurança pública, mas também de especialistas em analisar o comportamento humano. O psicólogo Dionísio Banaszewski, que há mais de vinte anos estuda e combate a dependência química, afirma que a violência está intimamente ligada ao uso de drogas, especialmente o álcool, que, segundo ele, é o maior responsável por mortes violentas em todo o país.

O psicólogo percebe, em seus estudos, que o álcool está mais ligado aos casos de violência doméstica e acidentes de trânsito. Já nos casos de violência ligada à delinquência – assaltos, roubos, etc – a ligação é direta com o uso das drogas ilícitas, principalmente o crack. Ele lembra ainda que o uso de drogas “é causa e consequência da violência”. “Causa porque as pessoas buscam as drogas pelas pressões da urbanidade moderna. E consequência porque o consumo leva os cidadãos a cometerem ainda mais atos violentos”, comenta.

A droga é um dos mais visíveis elementos disparadores de toda essa violência, de acordo com o especialista. Um dos principais efeitos das drogas nos organismos é tirar das pessoas o senso de limite. “Ela descortina a censura natural da vida em sociedade. E, sem essa noção de limite, os indivíduos com tendência mais violenta se utilizam dessa descompensação psíquica, dessa sensação de ‘liberdade’, para dar vazão à mais profunda agressividade”, explica o psicólogo.

Uma das ações mais efetivas para reduzir os índices de violência, na visão do psicólogo, é a criação de mecanismos legais para coibir o uso de drogas. Ele cita como exemplo as cidades que adotaram medidas como a proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas e o fechamento, em horários predeterminados, de bares e estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas. “Esses municípios já registraram a redução dos casos de violência, comprovando que o incentivo ao uso de álcool leva também às drogas ilícitas e, obviamente, à violência crescente”, argumenta.

Os resultados só serão efetivos, de acordo com o especialista, se a sociedade e os governos investirem na prevenção. “Os investimentos para o combate às drogas devem ser divididos de forma que 90% dos recursos sejam investidos em prevenção”, defende. Dionísio lembra que as leis brasileiras já são relativamente suficientes para coibir o abuso, mas questiona a falta de fiscalização: “Onde estão as autoridades para fazer valer a lei que já proíbe a venda de álcool para menores de idade, por exemplo?”, provoca.



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Por que é tão comum a convivência de artistas com drogas e álcool?

Especialista afirma que o consumo muitas vezes e motivado pela ilusão de que a droga poderá dar sensação de liberdade ou facilitar processo criativo

A morte prematura da cantora Amy Winehouse despertou a curiosidade sobre o fato de tantos artistas se perderem no consumo exagerado de álcool e outras drogas. Os motivos que levam à dro...gadição vão muito além de simplesmente uma facilidade maior de acesso ou a curiosidade por experiências de relaxamento e excitação. Segundo o psicólogo Dionísio Banaszewski, que trabalha há mais de 20 anos no combate ao uso de drogas e álcool, os dependentes químicos são, em geral, pessoas de uma sensibilidade muito grande e que não têm estrutura emocional para lidar com algumas situações da vida. “O consumo de substâncias acaba servindo como suporte para esse enfrentamento”, diz o especialista.

O psicólogo lembra que todos se referem a alcoólatras, por exemplo, dizendo: “Ele é tão bom, pena que bebe!”. A frase, segundo Dionísio, é uma demonstração de que a droga representa, para o dependente, o suporte para enfrentar as realidades da vida.

A negação a qualquer tipo de ajuda é uma das principais características do comportamento do dependente. Na música mais conhecida de Amy Winehouse, “Rehab” (Reabilitação), a artista cita que não precisa de internação, e sim de um amigo que lhe dê a mão. De acordo com Dionísio Banaszewski, nessa fase de intoxicação de um dependente químico, é difícil para ele ter a clareza e a autocritica suficiente para decidir sobre o melhor caminho. Por isso, é recomendável uma atitude firme das pessoas que convivem com o dependente, para ajudá-lo a ter uma percepção clara dos fatos. “Fica claro, na música, que a negação vai além da sua relação com a droga, mas também atinge sua relação consigo mesmo, seus sentimentos... e com sua própria vida”, explica o psicólogo.

A história tem mostrado quantos ídolos se perdem nas mesmas situações de Amy Winehouse, tanto lá fora como aqui mesmo, no Brasil e até no Paraná. Casos como Elvis Presley, Kurt Cobain, Janis Joplin, Raul Seixas, Elis Regina, o paranaense Ivo Rodrigues do grupo Blindagem, são exemplos de sensibilidade extrema que o mundo perdeu em mortes prematuras. Por outro lado, salienta Dionísio, há casos emblemáticos também de artistas e celebridades que acordaram ou foram acordados a tempo de buscar socorro. É o caso do comentarista esportivo Casagrande, o ator Fábio Assunção, e do compositor e cantor Eric Clapton, que chegou a construir uma comunidade terapêutica para tratar de dependentes químicos e escreveu o livro “Eric Clapton – autobiografia”. “Recomendo muito a leitura desse livro, pois o autor relata a realidade da dependência física, conceituando-a a partir de sua própria experiência”, diz o especialista.

É comum que os usuários se neguem a perceber a doença. Nesses casos, é importante que alguém de sua convivência o alerte sobre a importância de tratamento e acompanhamento psicológico. Dionísio Banazsewski lembra ainda que a família também deve buscar orientação e tratamento, muitas vezes antes mesmo da abordagem do próprio usuário de substâncias psicoativas. “Nunca devemos desistir de um dependente químico. Sempre existe uma possibilidade de salvação. Mesmo que ele não se recupere, não vamos pagar pela omissão”, conclui o psicólogo.



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